Hodiernamente, observa-se que a educação está voltada
para uma construção de conhecimento que exige um repensar da prática pedagógica
em sala de aula.
Meu Ensino Fundamental foi realizado em uma escola
pública da rede estadual no município de São Bento-MA. Essa escola disponibilizava
de poucos recursos didáticos, bem como: livros didáticos, mapas, globos..., que
serviam de elo entre conteúdos e alunos. Às vezes, dependendo do conteúdo a ser
ministrado, era preciso que o próprio profissional trouxesse algum recurso
didático de sua casa, pedisse para colegas ou até mesmo com o auxílio dos pais
dos alunos. Muitas vezes, os alunos traziam cartolinas, revistas, jornais e cartazes,
dentre outros.
O interessante é que todas as sextas-feiras nós nos apropriávamos
com bastante entusiasmo de alguns recursos didáticos, como por exemplo: réguas,
compassos, esquadros e fita métrica para trabalhar com o conteúdo de medida de
comprimento e essa aula era ministrada fora da sala de aula em um pequeno espaço
onde havia plantas medicinais e roseiras, dentre outras plantas que enfeitavam
a escola. Esse era um lugar atraente e dinâmico em que mediam os diferentes pés
de plantas e suas curvas, para saber o seu crescimento e desenvolvimento. A
escolha desses recursos didáticos e o seu uso feito pelo educador criavam as condições
para que nós nos apropriássemos desse conteúdo escolar e, inclusive de seu
valor cultural. A partir dessa apropriação e de sua interiorização nós poderíamos
recorrer ao uso desses instrumentos em outros momentos de nossa vida.
Vê-se que o professor, como mediador do conhecimento, com
muitos ou poucos recursos didáticos, tem como ministrar uma boa aula e dessa
forma fazer com que haja aprendizagem, basta ter força de vontade, criatividade
e dedicação diante das muitas dificuldades encontradas. Percebe-se que nessa
escola não havia televisão, vídeo cassete, computador, retroprojetor, data-show ou outros recursos que pudessem enriquecer
ainda mais as aulas, mas isso não era impedimento para os
professores buscarem alternativas para ministrarem uma aula de qualidade e com
bastante aprendizagem.
Diante de tudo isso, vê-se que existe falta de políticas
que levem as escolas da rede pública a utilizarem os novos recursos didáticos.
Será de grande relevância para a classe estudantil a utilização de recursos
didáticos, que facilitem o processo de aprendizagem, pois eles funcionam como
mediação entre o conteúdo a ser desenvolvido e o aluno, dependendo da forma
como são usados.

Olá, Elizete!
ResponderExcluirParabéns pela construção do seu BLOG. Esperamos que você o tenha como instrumento de partilhamento de ideias tanto com seus colegas quanto com o público em geral interessado em Educação.
Observamos através do seu relato o quanto se faz importante a organização dos recursos didáticos pelo professor; o direcionamento deste para o processo de ensino aprendizagem pode contribui significativamente na formação dos alunos. Em seu caso, tais experiências contribuíram bastante na percepção que tens hoje sobre o cuidado e valorização do que está próximo de você.
Abraços virtuais!
Dirlene Matos – Tutora à distância